Este texto foi uma produção a partir dos escritos de José Manuel Moran, que é um Especialista
em projetos inovadores na educação presencial e a distância, que foi publicado no boletim do Programa Salto para o Futuro da TV Escola
sobre educação a distância em 2002.
Há
benefícios no ensino a distância?
Sulamar
Snaider Loreto- Vitória. ES
28/04/2013
Todo
livro bem lido será para ti um labirinto. E este labirinto, será,
talvez, lugar de angustia, zona de morte.
Lascault,
1990.
Pensar no processo de
ensinar aprender, logo nos remete a lembrança de uma sala de aula,
com muitas cadeiras e mesas, uma lousa e um professor à frente que
“comanda” tal sala. Porém, se trouxermos tal questionamento para
os dias atuais, nossa perspectiva se amplia e, de imediato podemos
também, afirmar a possibilidade de uma aprendizagem, digamos,
individual, de busca pessoal, por meio de uma tela e, ainda, sermos
parte de um grupo instituído, que buscam alcançar alguns objetivos
comuns e, que se encontram em alguns momentos em salas ou links para
troca de experiencias previamente estudadas/elaboradas.
Sendo assim, para
realizarmos um bom curso a distancia, como por exemplo, este de
Formação Continuada de Professores para Atendimento Educacional
Especializado, teremos que ter disponibilidade para superar os
desafios pessoais, mas, também, será necessário, como nos afirma
Moran, 2002, boas salas, boas tecnologias, boas bibliotecas, ou
seja, recursos que solidificam a busca pela aprendizagem. Muitas
vezes, esses recursos não são encontrados nem no ensino presencial,
como sabemos. Se pensarmos na realidade das escolas brasileiras, não
há investimento financeiro nem prática politica afirmativa que
favoreça as condições para quem ensina, nem para quem aprende.
Nesse sentido, voltando o olhar para o ensino a distancia, este
também possui suas dificuldades/limitações, pois, toda a nossa
primária formação em ser professor, está elaborada,
[...]de
cima para baixo. Os prédios, os currículos, a contratação de
professores são feitos em função do atrelamento (muitas vezes,
confinamento) a salas de aula.[...]. Os
professores aprenderam como alunos a relacionar-se com o modelo
convencional de ensinar-aprender dentro de um espaço bem específico
que é a escola e dentro dela a sala de aula. […] os professores
assumem (responsabilidade)
por uma determinada área do conhecimento e (utilizam)
métodos expositivos com alguma (pouca) interação. Os alunos
[...]estão acostumados a ficar ouvindo,[...] o que os professores
falam e esperam da universidade ou escola que lhes tragam em bandeja
as informações prontas. (Moran, 2003)
Por
isso, o ensino a distancia se revela com alguns desafios, pois, não
há aquele que culpa a posição de ensinar e aprender, ou seja, você
se constitui auto formador, formando-se nas interações com os
diversos mecanismos de aprendizagens. Também é importante ter bons
gestores envolvidos com os saberesfazeres pedagógicos e no
administrativo financeiro. Não é preciso a sala de aula como espaço
físico, mas, os inúmeros espaços de encontro, de pesquisa e
produção que as grandes instituições propiciam aos seus
professores e alunos. Algumas
possíveis sugestões, são trazidas pelo próprio Moran, 2003,
quando cita os planejamos as atividades, as leituras, o formato do
curso, as ações inovadoras e a integração das tecnologias, a
estrutura do curso, os temas principais, uma biblioteca virtual,
disponibilizar na sala de aula computador, multimídia para
apresentação e ponto de Internet, isto é, flexibilização na
apresentação das ideias, para outro de ilustração, de pesquisa,
de contribuições dos alunos.
Sula,
ResponderExcluirMuito pertinente seus comentários a cerca das tecnologias como acessibilidade necessária nos dias de hoje.
bjs Alê
http://alessandraaee2013.blogspot.com.br