segunda-feira, 24 de novembro de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
MODELO DOS MODELOS
O atendimento educacional
especializado (AEE) se formata em um serviço complementar e/ou
suplementar a escolarização, tem como objetivo desenvolver as
habilidades do aluno com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação visando superar
suas limitações por meio de um currículo adaptado/flexibilizado,
tanto no turno regular do aluno e, parceria com o professor de sua
turma e/ou disciplinas, como no contraturno.
O professor especializado
é o fomentador da ação pedagógica voltada diretamente para a o
ensino e aprendizagem deste aluno, por isso, sua participação no
contexto coletivo da escola é de suma importância nessas
construções
Pensando na atual
formatação do trabalho proposto, cabe ao professor
analisar/avaliar as necessidades do aluno, permitir-se compreender
como age cognitivamente diante das propostas de aprendizagem de sua
série/ano, como interage com o coletivo considerando espaços e
tempos, seus pares e professores, conhecer o plano de curso do
professor para a/as disciplina(s) com objetivos e recursos
necessários, para que possa elaborar o Plano de Trabalho para cada
aluno juntamente com a equipe pedagógica, em seguida avaliar
trimestralmente dos saberes constituídos ou não por parte do aluno.
Compreender o como o
aluno constitui e apreende seu conhecimento e como essas relações
se dão nas diferentes situações cotidianas no aspecto social,
relacional, afetivo e social que lhe compete. Trabalhar a partir do
ponto de partida da potencialidade do aluno e que é capaz de agir em
prol do conhecimento acertivo para a vida, é a máxima para o fazer
pedagógico junto ao aluno com necessidade especial por deficiência.
A educação especial na
perspectiva da educação inclusiva valoriza a diversidade, portanto,
cabe a escola organizar-se nos aspectos pedagógicos como o seu
espaço físico, investir nas suas potencialidades. O texto “Modelo
dos modelos” de Ítalo Calvino, vem abordando a necessidade eu
sentido de avaliarmos nossa prática didático pedagógica e realizar
as alterações quando não estiver favorecendo a aprendizagem do
aluno.
Desta forma, pensar na
escola inclusiva que almejamos requer uma ação coletiva de um
conjunto de profissionais que acreditam no poder de ação e
aprendizagem de todos em uma escola para todos.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
CAA - Comunicação Aumentativa e Alternativa
Segundo Vygotsky o desenvolvimento
humano está ligado à interação social
com o outro e, nesse contexto vem a comunicação que tecemos com os demais ao
longo de nossa existência (1998).
Sendo assim, a Comunicação
Alternativa Aumentativa (CAA) surge como um sistema potencializador da
comunicação para aqueles que não têm a fala articulada ou com dificuldades de
desenvolvê-la. O conceito de Comunicação Alternativa tem o intuito de definir
as diferentes formas de comunicação como gestos, língua de sinais, expressões
faciais, e até o uso de softwares capazes de apoiar a comunicação. (BEZ, 2012)
tem Como objetivo ampliar ainda mais o repertório comunicativo que
envolve habilidades de expressão e compreensão, são organizados e construídos
auxílios externos como cartões de comunicação, pranchas de comunicação,
pranchas alfabéticas e de palavras, vocalizadores ou o próprio computador que,
por meio de software específico, pode tornar-se uma ferramenta poderosa de voz
e comunicação. Os recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de
forma totalmente personalizada e levam em consideração várias características
que atendem às necessidades deste usuário.
A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos
gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por
categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de
moldura diferente: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais,
(visualiza-se o símbolo "tchau"); amarelo são os sujeitos,
(visualiza-se o símbolo "mãe"); verde são os verbos (visualiza-se o
símbolo "desenhar") ; laranja são os substantivos (visualiza-se o
símbolo "perna"), azuis são os adjetivos (visualiza-se o símbolo
"gostoso") e branco são símbolos diversos que não se enquadram nas
categorias anteriormente citadas (visualiza-se o símbolo "fora").
Uma pasta do
tipo arquivo, contendo várias páginas de sacos plásticos transparentes está
sobre o colo de um usuário de CAA. Cada página representa uma prancha de comunicação
temática e na imagem visualiza-se a prancha com o tema "animais".
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Antes de qualquer diagnóstico clínico acerca de uma deficiência, devemos considerar o sujeito...
Para professores que atuam na Educação Infantil, a atenção com o cuidar e educar é algo que podemos considerar como eixo norteador do trabalho pedagógico. Desta forma, o ato de ensinar perpassa por todos os espaços e tempos da Unidade de Ensino, logo, o momento do ato de brincar, incluso na rotina de sala e/ou da turma no pátio/parque, deve ser mediado pelo professor.
Então, quando uma criança com TGD, Deficiência Intelectual, Surdo e/ou Deficiente Visual/Baixa Visão/ Cegueira, ou, com deficiências múltiplas, adentra este espaço chamado escolar, devemos lançar
sobre este o mesmo olhar que temos para os demais: SER CRIANÇA. Claro, que assim como as demais, deve ser considerado a etapa do desenvolvimento e as peculiaridades de seu contexto vivido até o momento.
Vamos que vamos!
Transtorno Global do Desenvolvimento - TGD
Muito temos dialogado sobre o TGD nas escolas, mas, pouco sabemos do que realmente se trata. Afinal, a nomenclatura é abrangente e muito nos provoca uma reflexão sobre a clientela que tem adentrado os espaços escolares carregando um CID relacionado.
Assim, temos buscado pesquisas acerca do tema, tanto na área pedagógica como clinica.
Segue um link http://www.scielo.br/pdf/rsbf/v12n4/v12n4a12 com um texto de um fonoaudiólogo SILVA. Rubem Abrão da etal.
Boa leitura.
Sulamar
Assim, temos buscado pesquisas acerca do tema, tanto na área pedagógica como clinica.
Segue um link http://www.scielo.br/pdf/rsbf/v12n4/v12n4a12 com um texto de um fonoaudiólogo SILVA. Rubem Abrão da etal.
Boa leitura.
Sulamar
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Surdo cegueira e múltipla deficiência
SURDOCEGUEIRA
E MÚLTIPLA DEFICIÊNCIA
Pessoa com Surdocegueira é uma condição que apresenta outrasdificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez. O termo hifenizado indica uma condição que somaria as dificuldades da surdez e da cegueira. A palavra sem hífen indicaria uma diferença, uma condição única e o impacto da perda dupla é multiplicativo e não aditivo. Lagati (1995, p. 306).
Ainda, McInnes (1999),
aponta que a surdocegueira requer uma abordagem particular para
favorecer a pessoa com tal deficiência e um sistema para dar este
suporte. Assim, subdivide as pessoas com surdocegueira em quatro
categorias:
Indivíduos
que eram cegos e se tornaram surdos;
Indivíduos
que eram surdos e se tornaram cegos;
Indivíduos
que se tornaram surdocegos; Indivíduos que nasceram ou adquiriram
surdocegueira precocemente, ou seja, não tiveram a oportunidade de
desenvolver linguagem, habilidades comunicativas ou cognitivas nem
base conceitual sobre a qual possam construir uma compreensão de
mundo.
As quatro categorias
podem ser reagrupadas em Surdocegos Congênitos ou Surdocegos
Adquiridos e conforme a idade em que a surdocegueira se situou
pode-se classificada em Surdocegos Pré-lingüísticos ou Surdocegos
Pós-lingüísticos.
Pessoa com
Deficiência Múltipla é aquela que têm
mais de uma deficiência associada. É uma condição heterogênea
que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações
diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o
funcionamento individual e o relacionamento social, ( MEC – /SEESP,
2002 apud BOSCO et al., 2010, p. 10).
Pessoas
com SURDOCEGUEIRA e com DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA
De acordo com Bosco (et
al. 2010), para que a pessoa possa se auto perceber e perceber o
mundo exterior, devemos buscar:
sua
verticalidade;
equilíbrio
postural;
articulação
e harmonização de seus movimentos;
autonomia
em deslocamentos e movimentos; o aperfeiçoamento das coordenações
viso motora, motora global e fina; e o desenvolvimento da força
muscular.
As pessoas com
surdocegueira e com deficiência múltipla, que não são acometidas
por graves problemas motores, precisam aprender a usar as duas mãos.
Essa alternativa de acordo com Bosco (2010) serve como tentativa
“[...] de minorar as eventuais estereotipias motoras e pela
necessidade do uso de ambas para o desenvolvimento de um sistema
estruturado de comunicação”.
De acordo com Mc Innes
(1999), pessoas com surdocegueira apresentam dificuldade em
observar, compreender e imitar o comportamento das pessoas em seu
entorno, tais como: membros da família e outros que venha
entrar em contato devido à combinação das perdas visuais e
auditivas. O autor nos indica as técnicas “mão-sobre-mão”,
consistindo em a mão do professor ser colocada em cima da mão
do aluno, de forma a orientar o seu movimento, o professor tem o
controle da situação.
Sendo assim, devemos considerar que o ambiente deve ser planejado e organizado adequadamente para inserção da pessoa com surdocegueira, favorecendo a interação com pessoas e objetos.
Assim o professor ou interlocutor tem a função de antecipar o que vai acontecer ou o local em que vai acontecer a atividade; deve estimular a pessoa para se comunicar e explorar o ambiente; confirmar se ela está interpretando as informações e a todo o momento comunicar o que ocorre no ambiente. Se não há uma comunicação efetiva estabelecida desde a infância, ao tornar-se um jovem ou adulto com comportamentos inadequados para se comunicar, pois, elas necessitam de formas específicas de comunicação para terem acesso a educação, lazer, trabalho e vida social.
Pensando
nas estratégias de aprendizagem para uma pessoa surdocega deve-se em
primeiro lugar observar seu nível intelectual e educacional
alcançado pela pessoa antes de adquirir a surdocegueira.
Dessa maneira, é preciso
estar atento aos sinais que esta pessoa com deficiencia multipla
aponta quanto ao contexto no qual esta inserido e é parte, seus
comportamentos, para assim poder contribuir de forma significativa e
relacionada com as vivencias desta pessoa.
domingo, 9 de março de 2014
Pessoa com surdez
DAMÁZIO,
M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar
de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção.
Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p.46-57.
Este resumo,
relata o papel da Educação Especial, na perspectiva inclusiva, como um serviço
complementar em tempos de Atendimento
Educacional Especializado na escola/classe comum, proporcionando novas
possibilidades para as pessoas com surdez, em que a Libras e a Língua Portuguesa escrita são línguas de comunicação
e instrução. Em se tratando da pessoa com surdez, podemos pensar que esta
pessoa não está reduzida ao chamado
mundo surdo, mas sendo considerada ser biopsicosocial, cognitivo, cultural. Ou
seja, rompendo com o embate entre os gestualista e os oralistas, afinal estamos
falando de um descentrado, em que os processos perceptivos, lingüísticos e
cognitivos devem ser estimulados e desenvolvidos, tornando-os mais capazes,
produtivos e constituídos de várias linguagens, com potencialidade para
adquirir e desenvolver não somente os processos visuais-gestuais, mas também
ler e escrever as línguas em seus entornos.
Visitando a
historia encontramos algumas concepções desenvolvidas sobre a educação de
pessoas com surdez que se pautaram em três abordagens: a oralista, a
comunicação total e a abordagem por meio do bilinguismo. As escolas comuns ou
especiais, pautadas no oralismo visaram à capacitação da pessoa com surdez para
a utilização da língua da comunidade ouvinte na modalidade oral, como única
possibilidade lingüística o uso da voz e da leitura labial, tanto na vida
social, como na escola. As propostas baseadas no oralismo, não conseguiram atingir
resultados satisfatórios, porque, normalizaram as diferenças, não aceitando a
língua de sinais dessas pessoas e centrando os processos educacionais na visão
da reabilitação e naturalização biológica. A comunicação total considerou a
pessoa com surdez de forma natural, aceitando suas características e
prescrevendo o uso de todo e qualquer recurso possível para a comunicação,
procurando potencializar as interações sociais, considerando as áreas
cognitivas, lingüísticas e afetivas dos alunos. Os resultados obtidos com esta
concepção são questionáveis quando observamos as pessoas com surdez frente aos
desafios da vida cotidiana. A linguagem gestual, visual, os textos orais, os
textos escritos e as interações sociais pareciam não possibilitar um
desenvolvimento satisfatório e esses alunos continuavam segregados,
permanecendo em seus guetos, ou seja, marginalizados, excluídos do contexto
maior da sociedade.
Na
contemporaneidade, a pessoa com surdez é vista, interpretada como aquela que
imprime suas marcas na sociedade, apontando seus desejos, constituindo sua
identidade um devir marcado por sua subjetividade e, desta forma, ha um
rompimento da dicotomização entre oralistas e gestualistas, deixando apenas a
pessoa com surdez com a LIBRAS e a
Língua Portuguesa, em suas variantes de uso padrão, ensinadas no âmbito
escolar, devem ser tomadas em seus componentes histórico-cultural, textual,
interacional e pragmático. Nesta nova otica, entra o AEE para pessoa com
surdez.
O Atendimento Educacional Especializado em
poucas palavras
É importante destacar que esse tipo
de atendimento precisa ser pensado em redes interligadas, sem hierarquização de
conteúdos, sem dicotomizações, reducionismos; mas com uma ação conectada entre
o pensar e o fazer pedagógico. Portanto,
[...] o AEE deve ser visto como uma construção e
reconstrução de experiências e vivências conceituais, em que a organização do
conteúdo curricular não deve estar pautada numa visão linear, hierarquizada e
fragmentada do conhecimento. (DAMÁZIO, M. F. M.;
FERREIRA, J., 2010. p. 9)
Desta forma, quando
implementada a sala de recursos para atendimento de pessoas com surdez em uma
determinada escola, deve-se saber que,
[...] a prática
pedagógica do AEE parte dos contextos de aprendizagem definidos pelo professor
da sala comum, que realizando pesquisas sobre o assunto a ser estudado e
elabora um plano de trabalho envolvendo os conteúdos curriculares. (DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J., 2010. p. 10)
Conforme Damázio (2007), o AEE envolve três momentos
didático-pedagógicos que podem ser assim definidos:
1
– AEE em Libras;
2 –
AEE para o ensino da Língua Portuguesa;
3 –
AEE para o ensino de Libras.
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