O atendimento educacional
especializado (AEE) se formata em um serviço complementar e/ou
suplementar a escolarização, tem como objetivo desenvolver as
habilidades do aluno com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação visando superar
suas limitações por meio de um currículo adaptado/flexibilizado,
tanto no turno regular do aluno e, parceria com o professor de sua
turma e/ou disciplinas, como no contraturno.
O professor especializado
é o fomentador da ação pedagógica voltada diretamente para a o
ensino e aprendizagem deste aluno, por isso, sua participação no
contexto coletivo da escola é de suma importância nessas
construções
Pensando na atual
formatação do trabalho proposto, cabe ao professor
analisar/avaliar as necessidades do aluno, permitir-se compreender
como age cognitivamente diante das propostas de aprendizagem de sua
série/ano, como interage com o coletivo considerando espaços e
tempos, seus pares e professores, conhecer o plano de curso do
professor para a/as disciplina(s) com objetivos e recursos
necessários, para que possa elaborar o Plano de Trabalho para cada
aluno juntamente com a equipe pedagógica, em seguida avaliar
trimestralmente dos saberes constituídos ou não por parte do aluno.
Compreender o como o
aluno constitui e apreende seu conhecimento e como essas relações
se dão nas diferentes situações cotidianas no aspecto social,
relacional, afetivo e social que lhe compete. Trabalhar a partir do
ponto de partida da potencialidade do aluno e que é capaz de agir em
prol do conhecimento acertivo para a vida, é a máxima para o fazer
pedagógico junto ao aluno com necessidade especial por deficiência.
A educação especial na
perspectiva da educação inclusiva valoriza a diversidade, portanto,
cabe a escola organizar-se nos aspectos pedagógicos como o seu
espaço físico, investir nas suas potencialidades. O texto “Modelo
dos modelos” de Ítalo Calvino, vem abordando a necessidade eu
sentido de avaliarmos nossa prática didático pedagógica e realizar
as alterações quando não estiver favorecendo a aprendizagem do
aluno.
Desta forma, pensar na
escola inclusiva que almejamos requer uma ação coletiva de um
conjunto de profissionais que acreditam no poder de ação e
aprendizagem de todos em uma escola para todos.
Sulamar, sabemos que para desenvolver o trabalho do AEE é necessário que o professor não sinta-se preso a “modelos”, pois os sujeitos não homogêneos. Pois cada aluno se apresenta com sua individualidade.
ResponderExcluirE é isso que Ítalo Calvino propõe em seu texto “O modelo dos modelos” transcedemos a individualidade humana embora façamos parte de um todo, onde é necessário dissolver os modelos, ou até mesmo para dissolver a si próprio.