terça-feira, 1 de julho de 2014

MODELO DOS MODELOS


O atendimento educacional especializado (AEE) se formata em um serviço complementar e/ou suplementar a escolarização, tem como objetivo desenvolver as habilidades do aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação visando superar suas limitações por meio de um currículo adaptado/flexibilizado, tanto no turno regular do aluno e, parceria com o professor de sua turma e/ou disciplinas, como no contraturno.

O professor especializado é o fomentador da ação pedagógica voltada diretamente para a o ensino e aprendizagem deste aluno, por isso, sua participação no contexto coletivo da escola é de suma importância nessas construções

Pensando na atual formatação do trabalho proposto, cabe ao professor analisar/avaliar as necessidades do aluno, permitir-se compreender como age cognitivamente diante das propostas de aprendizagem de sua série/ano, como interage com o coletivo considerando espaços e tempos, seus pares e professores, conhecer o plano de curso do professor para a/as disciplina(s) com objetivos e recursos necessários, para que possa elaborar o Plano de Trabalho para cada aluno juntamente com a equipe pedagógica, em seguida avaliar trimestralmente dos saberes constituídos ou não por parte do aluno.

Compreender o como o aluno constitui e apreende seu conhecimento e como essas relações se dão nas diferentes situações cotidianas no aspecto social, relacional, afetivo e social que lhe compete. Trabalhar a partir do ponto de partida da potencialidade do aluno e que é capaz de agir em prol do conhecimento acertivo para a vida, é a máxima para o fazer pedagógico junto ao aluno com necessidade especial por deficiência.

A educação especial na perspectiva da educação inclusiva valoriza a diversidade, portanto, cabe a escola organizar-se nos aspectos pedagógicos como o seu espaço físico, investir nas suas potencialidades. O texto “Modelo dos modelos” de Ítalo Calvino, vem abordando a necessidade eu sentido de avaliarmos nossa prática didático pedagógica e realizar as alterações quando não estiver favorecendo a aprendizagem do aluno.

Desta forma, pensar na escola inclusiva que almejamos requer uma ação coletiva de um conjunto de profissionais que acreditam no poder de ação e aprendizagem de todos em uma escola para todos.