O que é DI?
Segundo a Apae de São Paulo, Deficiência
Intelectual, segundo a Associação Americana sobre Deficiência Intelectual do
Desenvolvimento AAIDD, caracteriza-se por um funcionamento
intelectual inferior à média (QI), associado a limitações adaptativas em pelo
menos duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no lar,
adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade,
determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho), que ocorrem antes dos 18
anos de idade.
No dia a dia, isso significa que a pessoa com Deficiência Intelectual tem
dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras
pessoas. Muitas vezes, essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do
que realmente tem.
A Deficiência Intelectual é resultado, quase sempre, de uma alteração no
desempenho cerebral, provocada por fatores genéticos, distúrbios na gestação,
problemas no parto ou na vida após o nascimento. Um dos maiores desafios
enfrentados pelos pesquisadores da área é que em grande parte dos casos
estudados essa alteração não tem uma causa conhecida ou identificada. Muitas
vezes não se chega a estabelecer claramente a origem da deficiência.
Deficiência Intelectual x
Doença Mental
Muita gente confunde Deficiência Intelectual e doença mental, mas é importante esclarecer que são duas coisas bem diferentes.
Muita gente confunde Deficiência Intelectual e doença mental, mas é importante esclarecer que são duas coisas bem diferentes.
Na Deficiência Intelectual a pessoa apresenta um atraso no seu
desenvolvimento, dificuldades para aprender e realizar tarefas do dia a dia e
interagir com o meio em que vive. Ou seja, existe um comprometimento cognitivo,
que acontece antes dos 18 anos, e que prejudica suas habilidades
adaptativas.
Já a doença mental engloba uma série de condições
que causam alteração de humor e comportamento e podem afetar o desempenho da
pessoa na sociedade. Essas alterações acontecem na mente da pessoa e causam uma
alteração na sua percepção da realidade. Em resumo, é uma doença psiquiátrica,
que deve ser tratada por um psiquiatra, com uso de medicamentos específicos para
cada situação.
Família, escola e trabalho
O relacionamento com a família é fundamental para o desenvolvimento de qualquer criança, mas no caso da deficiência intelectual essa convivência pode ser prejudicada pela falta de orientação. Por isso, as instituições costumam fazer trabalhos no sentido de que a família seja a base a partir da qual o jovem possa desenvolver todo o seu potencial sem ser visto como uma vítima.
Uma grande dúvida para todas as pessoas que têm filhos com esse tipo de limitação é a escolha da instituição de ensino. A escola regular é a melhor opção, já que as especiais muitas vezes têm níveis de exigência muito baixos, o que pode impedir o aluno de desenvolver melhor sua inteligência.
Para que a experiência em uma escola regular seja a melhor possível, é necessário que a instituição esteja disposta a se adaptar em alguns pontos. Os conteúdos também devem ser flexibilizados. Em um processo de alfabetização, por exemplo, as letras devem possíveis de manusear, e o professor pode trabalhar com jogos que estimulem o aluno a escrever o próprio nome. Também deve disponibilizar de um professor especialista na área e do cuidador no caso de uma aluno dependente e estagiário para o acompanhamento pedagógico no contexto de sala regular.
Depois da escola, outro lugar onde a inclusão é possível, desde que com orientação, é o mercado de trabalho. É importante que o emprego seja acompanhado por uma instituição especializada, que possa assessorar a empresa em questões que surgem no dia a dia, como problemas de comunicação entre a pessoa com deficiência e os demais funcionários.
Trabalhar com o aluno DI é um desafio, muito boa a sua proposta!
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